quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Motivação

Tenho a barba por fazer!

Será por tristeza ou indolência.

O rosto que estou a ver,

Reflexo de impaciência.

Os olhos brilham de dúvida,

De ansiedade, com receio do problema.

Digo para mim que tudo sem solução, mas tudo é dilema.

 

Chega! Vou fazer a barba;

Vou criar uma melhor imagem de mim.

Tenho os recursos, a vontade,

A inteligência e a verdade.

E com assertividade,

Farei o melhor por fim!

 

As rugas do cansaço que vejo,

São jóias, as pedras preciosas,

Resultantes das batalhas que travei.

O falhanços que obtive,

As lições que logrei!

 

O rosto rasurado metodicamente,

Aos poucos, faz a pele reluzir.

E os pilosos problemas,

No esgoto os vejo ir.

 

Bolas! Cortei-me!

Não importa! O sangue vai estancar.

Porque o rosto que aos pouco limpo

É da pessoa que primeiro devo amar.

 

Terminei! Higienizado me sinto.

E de rosto limpo,

Mergulho-o em água fria.

Que sensação, que alegria!

Era bem isto que eu queria!

Libertar-me!...

Libertar-me !

 

Com peso que tirei,

Da tristeza e angústia me libertei.

E nova energia há em mim.

Vislumbro, agora,

Nova aurora, 

Novo fado,

Vida solta, 

Mente nova,

Não mais nenhum enfado!

Pois…

De objectivo claro

E com a meta definida;

Vou observar, avaliar,

Planear e executar

Enfim! Viver…Viver a vida!


De rosto e mente limpo,

Passo a passo,

Vou prosseguindo...Vou Indo!

Porque EU sou dono do meu destino!



quinta-feira, 13 de abril de 2017

Desespero poético.

Já não sei escrever poemas!
Já não sei, esqueci!
Minhas rimas dão problemas.
A inspiração a perdi
Já não sei escrever poemas!

Os poemas! Os poemas
Que dor, que fatalidade!
Os poemas! Os poemas!
Que saudade! Que saudade!
Quero tanto escrever poemas, que morro de ansiedade!
Os poemas, os poemas, meus amigos de verdade!

Não consigo! Que imensa dor!
Porque não consigo? Que dilema!
Será que já me falta o amor?
Será por isso que não consigo escrever poemas?!
Que fazer? Desespero!
Quero tanto escrever!
Amor, fogo, ferro, terno.
Que inferno! Que inferno!
Já não os consigo escrever!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Quero um poema

Quero um poema!
De mim saia um poema.
De mim saiam as palavras
perfeitas, fantásticas
Ritmadas e rimadas
Labaredas imensas
Enormes, intensas,
Cheias de exótico sabor.
De mim saia um poema de amor!

Quero um poema na minha mão
Como pássaro que debica migalhas de pão.
Quero um poema encantado,
Um firme castelo no monte erguido,
Romance por séculos mantido,
Um monumento ao amor.
Quero um poema, por favor!

O amor sem poema
É amor desencantado.
O amor necessita de tinta, pena
E de papel pautado.
O amor precisa dum poeta,
Precisa de rimas e de versos.
Precisa duma musa que desperta
As palavras e os desejos.
O amor precisa de poemas,
De chamas vivas e de calor
Sim, o amor precisa de poemas
E os poemas precisam de amor.

Ricardo Barata_ 20-01-2016

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Palavras

As palavras são um ar
Que nos fazem respirar
São perfumes orientais
Que nos põem a sonhar
São seres alados
Anjos que nos erguem a paraísos desejados
Aonde queremos que nos levem.

Ricardo Barata_07-01-2016

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

o Teu Abraço

O teu abraço de carinho
O bater do teu coração
É a fonte...a força que preciso
É a força...fonte da minha mão.

Com ele ergo mundos imensos
Impérios de imaginação
És a fonte...a força que preciso
És o bater do meu coração

(Ricardo Barata - 24/03/2015)



Eternizar.

Quero eternizar o meu amor por ti, mas não sei como.
Escrever nas estrelas não dá,
porque na imensidão do universo as palavras se perdiam.
Escrever na areia, à beira mar, não dá
Pois as ondas as palavras apagariam.
E...e se as escrever no teu coração?
Sim... aí sim, aí as minhas palavras de amor ficarão eternas!

(Ricardo Barata)



(foto: obtida na net)

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Quem sou?

Sou...
Quem sou?
Homem livre, pátrio luso
Rei, Infante, Roca, Fuso
Ordem,
Desordem,
Animal,
Divinal.

Sou homem em devir
sou progresso, sou porvir
incerteza de estar certo
pouco a pouco descobrir
o deserto...
o paraíso... a felicidade
os anos...a idade
Máquina brutal...fatalidade
do homem, do país Portugal.
sempre meu ideal.

Sonho ser grande
permanecer pequeno
querer passada de gigante
não ter movimento
fugir...querer abraçar
gritar d'alto" é o meu lar"
o fogo quente que me conforta
ter gente à minha porta
ser feliz...honrar
minha mulher p'ra sempre amar!

(Ricardo Barata 12-VI-2015)

Tu és Poema!

Poema
Tu és poema!
És a descrição do mundo com palavras belas.
Os teus olhos são encanto das estrelas;
O teu coração é ritmo e fogo;
O teu sorriso a rima que me deleita;
Meu amor, tu é o perfeito poema
que eu quero cantar
e guardar no pensamento
para nunca olvidar!
Meu amor...tu és poema!

(Ricardo Barata)

Saber de Poeta!

Sabia que era poeta.
Mas, como o sabia?
Todos diziam que era Treta,
Mas minh'alma não desistia.

Para o poeta...
As palavras fluem do espaço.
Fluem d'além do firmamento.
O poeta tem cabeça ao vento;
É navegador solitário;
É cavaleiro temerário
que ouve e sente desassossego.
O poeta descreve a dor ou a felicidade.
O poeta é um ser de verdade,
Porque verdade escrevemos.

Mas o que é a verdade?
A verdade é alma pura.
É sol, é frio;
É sorriso de criança;
É grito, é furor, é liberdade;
É revolta, é protesto, é sociedade;
É escárnio e mal dizer;
É filosofia, ontologia do ser;
É ciência, é matéria espacial;
É pedra filosofal;
É Deus, é fé, é oração;
A verdade é...razão e coração.

(Ricardo Barata - 13-6-2015)

terça-feira, 17 de novembro de 2015



Pensar é ver o horizonte
de olhos fechados.
É ver mundos
sem sair do lugar.
É construir,
É definir,
É planear;
É ter desejo de as metas alcançar.
É iniciar num momento
um pequeno movimento
que nos faz andar
É percorrer o caminho e ficar cansado
É cair por terra para depois se levantar
É agarrar os sonhos com a mão
E, encostando-os ao coração,
Não mais os largar!
                                                   Ricardo Barata – 10_11_2015
São flores os teus lábios.
Flores primaveris.
Suaves, gentis,
Desejosos.

Os meus são colibris,
Que nos teus procuram
O néctar doce do amor,
Alimento dos que se amam.

O alimento divino da vida,
Jorra abundante dos teus.
Dá-me um pouco dessa comida,
Encostando teus lábios aos meus.

(Ricardo Barata)

Motivação

Tenho a barba por fazer! Será por tristeza ou indolência. O rosto que estou a ver, Reflexo de impaciência. Os olhos brilham de dúvid...